sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um Cigarro de Formiga

A cigarra cantou durante a primavera, enquanto a formiga trabalhava. Cantou durante o verão, enquanto a formiga trabalhava. Cantou durante o outono, a formiga alertou a cigarra mais de uma vez, e trabalhou mais e mais para guardar suprimentos para o inverno, a cigarra nada fez, só cantou...
O inverno chegou rigoroso e a cigarra já não tinha mais o que comer, estava tudo congelado, morrendo de fome e de frio, bateu a porta da formiga que lhe avisou tantas vezes para guardar suprimentos.
A porta se abriu e de lá saiu uma outra formiga, jovem, nem parecia aquela que tanto trabalhou, a cigarra espantada perguntou onde estava a velha formiga.

- Ela morreu. Seu tempo se esgotou. – disse a nova formiga.

A Cigarra ficou triste, abaixou sua cabeça e saiu, a nova formiga lhe ofereceu alimento e abrigo, mas a cigarra recusou, se sentou num tronco velho retorcido pelo gelo, e cantou, cantou, cantou, músicas tristes e alegres até morrer também.

Moral da história: Pra que? Pra quem? O que você poupa? O tempo não pode ser guardado. A vida queima tanto quanto canta a cigarra. Escolha sua música, ou queime as partituras, porque as formigas de primavera, não chegam a comer o alimento estocado para o inverno.

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